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A maioria das hérnias inguinais e abdominais necessitam de cirurgia para evitar a progressão para complicações. Hoje, muitas podem ser realizadas de forma minimamente invasiva. 

  As hérnias da parede abdominal são muito comuns e acontecem quando existe uma abertura ou enfraquecimento da musculatura, permitindo que gordura ou parte do intestino formem uma saliência ("caroço") na parede do abdome.

  Na maioria das vezes, elas não desaparecem espontaneamente e tendem a aumentar com o passar do tempo.

  Assim, a maioria das hérnias abdominais e inguinais precisam de cirurgia para evitar a progressão e o aparecimento de complicações.

  São hérnias que em geral precisam de cirurgia:

  • Hérnia inguinal;

  • Hérnia femoral;

  • Hérnias ventrais diversas (como a de Spiegel);

  • ​Hérnia incisional;

  • Hérnia umbilical;
  • Hérnia epigástrica.

  Um detalhe importante: diástase de músculos reto abdominais NÃO É HÉRNIA e geralmente não precisa de cirurgia!

  A técnica utilizada depende do tipo de hérnia, do tamanho do defeito, de cirurgias prévias e das características de cada paciente.

  Em muitos casos, a cirurgia pode ser realizada por videolaparoscopia, permitindo menor dor no pós-operatório e recuperação mais rápida. Em outras situações, a cirurgia aberta continua sendo a melhor opção. A decisão é individualizada, e durante a consulta, explico as vantagens e limitações de cada técnica para indicar a opção mais adequada.

Sim. Mas a internação em geral é curta, com alta no mesmo dia ou no dia seguinte.

Quanto ao retorno ao trabalho, em geral nós pedimos 14 dias de afastamento laboral, mas isso pode ser aumentado ou diminuído conforme a necessidade médica de cada paciente (por exemplo, pessoas que trabalham levantando muito peso podem precisar mais tempo de afastamento, enquanto trabalhadores de "home-office" podem retornar mais rápido).

Apesar de segura, a cirurgia pode apresentar riscos, como qualquer outro procedimento. Esses riscos são maiores em alguns casos, como nos pacientes que têm hérnias muito grandes.

Contudo, a maioria dos riscos são controláveis, e hoje a cirurgia é considerada segura para a maioria dos pacientes. 

A hérnia pode desaparecer sozinha?

Não.

Uma hérnia representa um defeito na musculatura da parede abdominal. Ela não fecha espontaneamente e, com o tempo, costuma permanecer igual ou aumentar de tamanho.

Posso usar cinta?

As cintas podem aliviar temporariamente o desconforto em algumas situações, mas não tratam a hérnia nem impedem sua progressão.

O que acontece se eu não operar?

Algumas hérnias permanecem estáveis durante anos, enquanto outras aumentam progressivamente.

Além do desconforto, existe o risco de encarceramento, quando o conteúdo da hérnia fica preso, ou de estrangulamento, quando há comprometimento da circulação sanguínea. Essas situações podem exigir cirurgia de urgência.

Toda hérnia precisa de tela?

Na maioria das cirurgias em adultos, a tela é utilizada porque reduz significativamente o risco de recidiva.

Entretanto, existem situações específicas em que o reparo sem tela pode ser indicado. A decisão depende do tipo e do tamanho da hérnia, além das características do paciente.

A tela faz mal?

As telas utilizadas atualmente são feitas de materiais biocompatíveis e são amplamente estudadas.

Como qualquer implante, podem ocorrer complicações em um pequeno número de pacientes, mas, na maioria dos casos, os benefícios superam os riscos. Durante a consulta, explico as opções e a indicação para cada caso.

A cirurgia dói muito?

É normal sentir algum desconforto nos primeiros dias após a cirurgia.

A intensidade da dor varia conforme o tipo de hérnia, a técnica utilizada e as características de cada paciente. O objetivo do tratamento é proporcionar uma recuperação segura, com controle adequado da dor.
 

Posso fazer atividade física depois?

Sim.

Após o período inicial de recuperação, a maioria dos pacientes retorna gradualmente às atividades físicas. A liberação é individualizada e leva em consideração a evolução pós-operatória.
 

A hérnia pode voltar?

Sim.

Embora as técnicas atuais apresentem excelentes resultados, nenhuma cirurgia elimina completamente o risco de recidiva.

Fatores como obesidade, tabagismo, tosse crônica, esforço físico intenso e características individuais podem aumentar esse risco.

Cirurgias para hérnias
da parede abdominal

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