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Cirurgia anti-refluxo

Por vezes, o tratamento clínico da doença do refluxo não é suficiente para tratar os sintomas. Em casos selecionados, a cirurgia anti-antirrefluxo pode ser uma opção segura e eficaz. 

  Entre o esôfago e o estômago existe uma válvula natural que impede que o conteúdo do estômago volte para cima. Quando esse mecanismo não funciona adequadamente, o ácido pode retornar ao esôfago, causando sintomas como azia e regurgitação.

  Isso pode ocorrer por diversos motivos, sendo os principais:

- Dieta com excesso de gorduras, cafeína, bebidas gaseificadas, ácidos e álcool

- Aumento do peso do abdome (como na obesidade e gestação)

- Envelhecimento

- Hérnia de hiato

A doença do refluxo em geral cursa com alguns sintomas típicos:

  • Pirose: é aquela sensação de queimação no peito que sobe para a garganta (também chamado de "azia")

  • Regurgitação

Alguns pacientes também podem ter alguns sintomas atípicos:

  • tosse crônica

  • rouquidão

  • pigarro

  • dor no peito (após avaliação adequada excluindo causas cardíacas)

  • sensação de alimento parado

A maioria dos casos de refluxo são tratáveis com modificações de estilo de vida, perda de peso, controle de gatilhos e uso de medicações. Contudo, alguns pacientes não conseguem controle dos sintomas apenas com esse tratamento.

Nesse caso, o paciente deve conversar com um cirurgião atualizado e treinado em cirurgia anti-refluxo, para avaliar se a cirurgia é necessária, segura e eficaz, caso-a-caso.

Marque uma consulta para avaliarmos seu caso em profundidade!

A hiatoplastia com fundoplicatura videolaparoscópica é um procedimento minimamente invasivo, realizado com o auxílio de pequenas câmeras e instrumentos cirúrgicos. A cirurgia ocorre da seguinte forma:

  1. A anestesia é geral, com necessidade de intubação;

  2. São feitas pequenas incisões no abdome (5, de 5-10mm);

  3. Uma câmera transmite imagens para um monitor;

  4. O procedimento geralmente dura 2h30;

  5. A recuperação é mais rápida do que em cirurgias abertas, com alta hospitalar em cerca de 24-48h a depender do que ocorrer na cirurgia.

A imagem resume o procedimento da cirurgia anti-refluxo. A imagem mostra a fundoplicatura, parte da cirurgia, em que o cirurgião usa o próprio estômago para confeccionar uma nova válvula anti-refluxo.

Sim. Mas a internação em geral é curta, de 1-3 dias.

Quanto ao retorno ao trabalho, em geral nós pedimos 14 dias de afastamento laboral, mas isso pode ser aumentado ou diminuído conforme a necessidade médica de cada paciente (por exemplo, pessoas que trabalham levantando muito peso podem precisar mais tempo de afastamento, enquanto trabalhadores de "home-office" podem retornar mais rápido).

Apesar de segura, a cirurgia pode apresentar riscos, como qualquer outro procedimento. Esses riscos são maiores em alguns casos, como nos pacientes que têm hérnias de hiato grandes.

Contudo, a maioria dos riscos são controláveis, e hoje a cirurgia anti-refluxo é considerada segura para a maioria dos pacientes. 

Vou parar de tomar a medicação (e.g.: omeprazol)?

Na maioria dos casos, esse é um dos principais objetivos da cirurgia. Muitos pacientes conseguem suspender o omeprazol ou reduzir significativamente o uso após o procedimento. No entanto, isso não acontece em 100% dos casos. A necessidade de manter alguma medicação depende da resposta individual à cirurgia e da evolução ao longo do tempo.

A cirurgia cura o refluxo?

A cirurgia é um tratamento muito eficaz para pacientes com indicação adequada e costuma proporcionar excelente controle dos sintomas. No entanto, como qualquer tratamento médico, ela não oferece garantia de cura definitiva para todos os pacientes. Por isso, a indicação deve ser feita de forma individualizada, após avaliação clínica e dos exames.

Posso voltar a ter refluxo?

Sim. Embora muitas pessoas permaneçam sem sintomas por muitos anos, uma parcela dos pacientes pode voltar a apresentar refluxo com o passar do tempo. Isso pode acontecer por diversos motivos, como alterações naturais dos tecidos ou recorrência da hérnia de hiato. Mesmo nesses casos, muitas vezes os sintomas são mais leves e podem ser controlados com medicamentos ou outras medidas.

Posso vomitar depois da cirurgia?

É possível, mas procuramos evitar ao máximo episódios de vômito, especialmente nas primeiras semanas após a cirurgia. Caso ocorram náuseas, elas costumam ser tratadas prontamente com medicamentos. Felizmente, vômitos intensos são pouco frequentes.

Vou conseguir arrotar?

Nos primeiros meses é comum que alguns pacientes tenham mais dificuldade para arrotar ou eliminar gases. Isso acontece porque a cirurgia reforça justamente o mecanismo que impede o retorno do conteúdo do estômago para o esôfago. Com o tempo, essa dificuldade costuma melhorar para a maioria das pessoas, embora alguns pacientes mantenham alguma limitação.

Preciso fazer endoscopia antes?

Na grande maioria dos casos, sim. A endoscopia ajuda a avaliar a presença de esofagite, hérnia de hiato e outras alterações que podem influenciar na indicação da cirurgia. Dependendo de cada caso, também podem ser necessários exames como manometria esofágica e pHmetria.

Quem tem hérnia de hiato sempre precisa operar?

Não. Muitas hérnias de hiato são pequenas, não causam sintomas e não necessitam de cirurgia. A indicação depende de fatores como intensidade dos sintomas, presença de refluxo, tamanho da hérnia e resultado dos exames. O tratamento é sempre individualizado.

Vou conseguir comer normalmente depois da cirurgia?

Nos primeiros dias é necessário seguir uma dieta progressiva, começando com alimentos mais líquidos e pastosos e avançando gradualmente conforme a recuperação. A maioria dos pacientes volta a uma alimentação praticamente normal nas semanas seguintes.

O valor da cirurgia depende:

  1. Se a cirurgia será totalmente coberta pelo convênio;

  2. Se a cirurgia terá cobertura parcial pelo convênio, com os honorários de equipe médica a serem pagos por via particular;

  3. Se a cirurgia será inteiramente particular.

Alguns convênios não cobrem todo o processo cirúrgico, e isso depende do plano utilizado e dos privilégios inclusos. É interessante checar com o convênio o que é incluso.

Para a cirurgia particular, o valor deve incluir:

  1. Equipe médica (1 cirurgião, 1 cirurgião-auxiliar, 1 auxiliar de mesa cirúrgica);

  2. Equipe de anestesistas

  3. Material cirúrgico

  4. Reserva da sala cirúrgica e da equipe de sala cirúrgica

  5. Custos da internação

Os valores listados de 2 - 5 dependem do hospital escolhido para a realização da cirurgia. Hospitais como o Sírio Libanês, por exemplo, cobram valores maiores, porém possuem estrutura de hotelaria mais confortável.

Além disso, algumas particularidades do paciente e da doença que possam aumentar a complexidade do procedimento e podem também modificar o valor da cirurgia particular:

  1. Se há hérnia de hiato associada

  2. Se já houve cirurgia prévia abdominal

  3. Se o paciente apresenta comorbidades relevantes que aumentem o tempo de internação

Com a equipe de Dra. Sterphany Ohana, a realização do procedimento custa entre R$ 10.000,00 - 15.000 a depender da complexidade específica do caso do paciente, conforme descrito anteriormente.

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